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Disciplina: Estudo sobre a Contemporanêidade I
Resenha crítica
Texto: O corpo como expressão e linguagem em Merleau – Ponty
Por:
Reinaldo Furlan
Josiane Cristina Bocchi
Salvador 21 de Abril de 2009
Ao ler o texto indicado a primeira coisa que vem a mente do leitor é preguiça, pois as palavras e a forma de se expressar do autor perante o assunto não é convidativa para uma leitura agradável, Reinaldo Furlan se utiliza de linguagem técnica e forma dita “Culta” pra expressar seus pensamentos sobre os textos de Merleau-Ponty , é necessário ao leitor do texto varias e varias leituras do texto para se assimilar algum conteúdo, que poderia ter sido dito de forma mais direta e clara. No texto o autor aponta quando necessário trechos dos textos de Merleau-Ponty, para apontar suas conclusões e muito das vezes o que notasse é Ponty utilizando uma linguagem mais próxima de um leitor comum, o que não justificaria tão redação.
Quanto ao esboço da teoria da comunicação na filosofia de Merleau – Ponty, fala-se que é no sentido do comportamento que as significações das palavras sempre se encontrarão, concordo com tal pensamento, pois, mesmo quando não conseguimos nos expressar ( falar algo a alguém ), no nosso modo de agir( um olhar ou gesto ) fica implícito as palavras que gostaríamos de ter usado, mas não encontramos. Como diz aquele ditado: “um gesto vale mais do que mil palavras”.
Esta na intenção merleau-pontyana de buscar no corpo a origem do sentido da linguagem, entretanto, acho que a linguagem já tem seu significado e sentido independentemente de qualquer expressão corporal, mesmo que tenhamos que buscar as vezes a expressão ao invés das palavras. Utilizando como exemplo um juiz, este ao dar o resultado de uma sentença independente se esta será boa ou não para o julgado sua expressão ou gesto não é diferente de uma situação para outra, o que quer dizer que nesse caso o gesto não tem importância alguma sobre a fala, e sim é esta que realmente importa.
Nos ideais empiristas e intelectualistas a palavra é desprovida de sentido, entretanto para ponty a palavra tem sim um sentido próprio, fato que eu também concordo pois durante a construção do nosso pensamento palavras são organizadas para que posteriormente sejam reproduzidas em frases ou somente palavras soltas, o que nos remonta a entender que se uma palavra não tivesse sentido ao pronunciarmos apenas uma pela nossa boca outra pessoa não entenderia, fato que não ocorre pois quando dizemos sim ou não por exemplo não é necessário mais nenhuma outra palavra para que haja o entendimento da frase. Ou seja, a palavra tem sim um sentido próprio.
O autor acredita que os gestos representam uma grande parte da comunicação, mas não entende a mesma como forma natural, como alguns autores, ele a vê como fenômeno autêntico, específico e contingente em relação à organização corporal, e se utiliza das interpretações dela para esclarecer a comunicação.
Link para o arquivo original.
Nota:9,0 (nota do Professor)
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