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Resenha Critica - A Riqueza e a Pobreza das Nações: Porque são algumas tão ricas e outras tão pobres

Informações:
Disciplina: Estudo sobre a Contemporanêidade I
Resenha Critica
Texto: A Riqueza e a Pobreza das Nações: Porque são algumas tão ricas e outras tão pobres
De: David S. Landes

Salvador 24 de Abril de 2009

O texto traz informações que nos faz concluir que Portugal, colonizadora do Brasil, “chutou” pra fora de seu próprio país todo o conhecimento e experiência adquirida, que fizeram com que um país onde o conhecimento, curiosidade de seu povo e as técnicas avançadas de navegação os levaram a pioneirismo no desbravamento dos mares e a conquista de novos mundos, chegada ao Brasil inclusive, a uma simples colônia Inglesa, onde os ideais religiosos e a intolerância restringiram a busca pelo conhecimento, onde o pensar era algo perigoso, seus intelectuais e cientistas foram perseguidos e mortos é o que imperava era o desejo da Igreja.
No Brasil esse reflexo será direto, pois desde 1500 estamos ligados a Portugal, seja pela Língua oriunda da península ibérica, seja pela gramática milenar, seja pelos métodos antigos de educação que fizeram do Brasil “o melhor” discípulo de um Portugal decadente. A política de Colonização de Portugal ate pela vinda da família real para nossas terras, foi de transformar o Brasil em um pedaço de Portugal, e assim seriamos, e somos, seguidores de uma política de afastamento do conhecimento das pessoas, e onde o pensamento Critão nortearia as idéias.
A metodologia do ensino empregado nas escolas brasileira é oriunda de Portugal, a gramática por exemplo, são normas e regras antigas e ultrapassadas baseada no Século XVI, A língua falada dista dessa gramática, 500 anos e mais de 7 mil Km, É ao mesmo tempo que decadente e ultrapassada é discriminatória e classista, pois atribui o status de gramatical, “correto”, “culto” a uma determinada classe, rebaixando todas as outras a chamada linguagem “popular”, onde o adjetivo “Popular” que vem de população, tem um caráter pejorativo, mostrando que o “culto” não pertence a população em geral, isso faz com que pensemos que a gramática é “difícil” pois estamos estudando algo que não nos pertence.


Outros Pensamentos
O velho vinho Português, esse sim foi o grande e talvez o únicos beneficiado pela política portuguesa de meados do século XVIII, que com o Tratado de Methuen, o faria ganhar força e torná-lo conhecido e admirado em todo o mundo, mas isso tudo para um supérfluo em detrimento de todos os outros produtos em uma política equivocada onde garantiu a Inglaterra comprar os “valiosos” tecidos ingleses em troca da garantia que os ingleses “degustariam” o delicioso vinho do Porto.

Link para o arquivo original.

Nota:9,0 (nota do Professor)

Um comentário:

  1. Antes de comecar, perdoem-me pela falta de acentuacao, pois estou escrevendo de um computador com teclado padrao norte-americano. A proposito, estou lendo esse excelente livro. Mas fica aqui uma critica para quem tem o desejo de ler essa fascinante obra: ela foi escrita em 1999, portanto, ha 12 anos atras, o que indica certa defasagem (estou escrevendo em fins de 2011). Certamente o autor nao se dava conta dos BRIC, da crise de 2008 e seu repique de 2011 na Europa. Uma continucacao seria desejavel. Outro ponto negativo: dedica-se poucas paginas a America Latina, quase todas dedicadas a Argentina. Quase nada se escreve sobre o Brasil. Ok, a Argentina ja representou 50% do PIB da America Latina, mas nao faz sentido dedicar quase meio capitulo sobre os paises islamicos com o esforco de industrializacao do Egito, e nada dedicar aos esforcos de industrializacao no seculo XIX (Barao de Maua), de desenvolvimento da infra-estrutura(D. Pedro II), e do inicio efetivo da industria no seculo XX, citando novamente um empresario e um governante: Matarazzo e Getulio Vargas.

    Isso mostra novamente certo desprezo pelo Brasil e sua representatividade no mundo. A obra nao leva em conta que o Brasil foi um dos paises que mais cresceu economicamente no seculo XX (como eramos atrasados, hein?), bem como nao da importancia ao peso de nossa economia no mundo. Infelizmente, essa e' uma lacuna que so' pode ser preenchida pela leitura de muitas outras obras, para posicionar nosso pais dentro da perspectiva da obra de Landes.

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